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Chain of consumption and solidarity responsibility – The limits of accountability of banks, carriers and digital platforms.

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Crédito: Antonio Augusto/STF

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Em nova coluna no JOTA, Ana Frazão analisa dois precedentes recentes do STJ e adverte contra generalizações que possam blindar as plataformas digitais

Nem todo agente que mantém relações econômicas com o fornecedor integra a cadeia de consumo. Partindo do julgamento dos Embargos de Divergência em Agravo em REsp 2.422.743, no qual o STJ afastou a responsabilidade de banco por atraso na entrega de imóvel, Ana Frazão examina o critério da integração funcional à cadeia — também aplicado no precedente que excluiu a responsabilidade da transportadora no caso do leite adulterado. Para a Ministra Isabel Gallotti, relatora do primeiro caso, a mera fiscalização da obra pelo agente financeiro não permite presumir que o banco age como executor do empreendimento.

A coluna adverte, porém, para o risco de generalizações excessivas a partir desses julgados. A autora sustenta que, “nas situações em que a plataforma assume a direção empresarial e tem ingerência sobre os aspectos centrais da contratação, aí incluída a precificação, não há qualquer razão para se afastar a sua responsabilidade solidária”. A conclusão é que a delimitação da cadeia de consumo exige análise funcional e substancial: se é preciso evitar a ampliação indiscriminada da responsabilidade, é igualmente fundamental “impedir que a fragmentação contratual das atividades empresariais seja utilizada como instrumento de afastamento ou mitigação das responsabilidades daqueles que efetivamente organizam, dirigem e controlam o fornecimento de produtos e serviços”.

📄 Leia a coluna completa no JOTA: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/constituicao-empresa-e-mercado/quem-responde-pelos-danos-ao-consumidor

About the author

Ana Frazão

Lawyer and Full Professor of Civil, Commercial and Economic Law at UnB. Doctor of law. Researcher in the areas of regulation, competition, company and market.

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