EXAMINATION: It's too early to know if Cade's more strict, says former counselor

It's too early to know if Cade's more strict, says former counselor

For former advisor Ana Frazão, Brazilian capitalism is of compadrio and proximity between state and private sector facilitates corruption

In the last two months, the Administrative Council for Economic Defense (Cade) refused two major mergers between companies in Brazil, the purchase of the educational group Estacio by Kroton and the fuel distributor Ale for Ipiranga. In addition, the body’s general oversight, the technical area that evaluates operations, barred the purchase of Time Warner by AT&T in the country – the case must now be judged by the court of the body.

Recent movements have led lawyers working with a corporate right to see a change of posture in the municipality. To know if that's a consummated fact, TEST talked to jurist Ana Frazon, former organ advisor and that this week released the book Competition Law - Presupposition and Perspective. Anna agrees that reprobations are rare, but she says it's too early to know if this is a trend in Cade. On this subject, competition and influence of corruption in business, she granted the following interview.

Recently, Cade has made tougher decisions regarding major mergers, as was the case with Kroton and the Stage and Ipiranga with Ale. Is that a trend?

It's too early to make sense. We are talking about two operations that are, say, delicate in sectors where there were already a relatively large number of these operations. Of course it's an important sign. In fact, reprobations are rare, usually there is an attempt to negotiate. But it's still early, considering the peculiarities Cade has to make sense. Cade's current president, Alexandre Barreto, said in an interview with EXAME that decisions mean a maturity in jurisprudence. What happens in these cases, as I said, are markets that were already consolidated, which had already been through a number of previous operations.

The fact that Cade was quoted in Joesley Batista's report as having been specifically influenced by a decision by former deputy Rodrigo Rocha Loures may have to do with this change of posture?

Nope. From everything I know about Cade, I can tell you for sure nothing happened. First, there was a mere call between authorities. Cade always had the policy of listening to everyone who was interested. Surely this has not altered at all any process that is there. Neither that particular nor others. Of course, a question like this puts the municipality in a position of visibility, but Cade always had this kind of visibility by judging complex causes and yet he never let himself influence or pressure himself. This type of question in the window is part of the practice and daily life of the municipality.

Can the political-economic moment influence decisions of the municipality?

Not the political moment. Cade has been building a history of political independence since 1994. Of course it does not mean that he is totally indifferent to economic-political issues, because he judges in the context of a real country with all the problems. The crisis is taken into account in the analyses. Sometimes certain policies have a direct influence on the market and are taken into account. But the body is mature enough to be influenced by political issues. Economic policies change business scenarios, but I advocate that Cade should not be held hostage because the policies that have to suit the market, the market cannot be held hostage to the policy of one government or the other, especially in cases where they do not conform to the law.

A mudança na lei de concorrência, em 2012, colaborou para mudanças no Cade?

A regulação da concorrência é um aspecto importante, mas não é o único. Sempre defendi que o sistema anti-truste e o anti-corrupção precisam andar juntos. A corrupção é uma forma de conseguir vantagens que não decorrem do seu mérito, a competição é o contrário. Nesse sentido, quanto mais se assegurar um ambiente competitivo, mais ajudamos no combate à corrupção. A lei é importante porque consolida esforços que vinham desde a lei de 1994 e monitora o sistema em vários aspectos. Um deles é o controle de estrutura das companhias em processo de fusão, que passou a ser prévio. Antes as coisas aconteciam antes de a decisão do Cade ter sido tomada. Depois que a operação foi consumada, era muito mais difícil de dizer não por causa do abalo econômico que aquilo poderia gerar. Imagina como dizer não para algum desses casos recentes depois que as empresas já fossem uma só?

A senhora acha que o capitalismo brasileiro, até pela sua origem histórica, é de compadrio? O que poderia mudar isso?

Eu não tenho dúvida nenhuma que ele é de compadrio. Agora, é importante mencionar que parto da premissa que nenhum capitalismo é imune a qualquer tipo de influência política, inclusive nos Estados Unidos isso acontece em certa medida. A discussão de lobby lá é muito atual e ajuda a mostrar que em qualquer país, se não houver os cuidados devidos, a influência econômica acaba permeando o poder político para que ele dê as facilidades para os interessados. Se isso é verdade para todo o mundo, é mais ainda em relação ao Brasil. Muitas vezes, os agentes econômicos não querem correr o risco que é inerente ao capitalismo e acabam enxergando no estado um protetor, um incentivador, e pressionam por essas facilidades. Temos um mercado muito fraco e por isso um banco como o BNDES forte mostra como o capitalismo depende do estado. E isso leva a outros problemas. Quanto maiores as relações entre estado e mercado privado, maiores as possibilidades de corrupção, que é o que estamos vendo. Agora, isso é verdade para os grandes agentes econômicos e existe a exceção para os menores. Parto da premissa que o pequeno e médio empresário, que são verdadeiros heróis no país, poderiam ser melhor assistidos.

Como diminuir essa proximidade e, por consequência, tentar dificultar a corrupção?

Claro que envolve uma questão política, mas existem vários instrumentos jurídicos. Em primeiro lugar, o controle e a regulamentação do lobby é essencial. Total transparência das relações entre agentes públicos e agentes privados. Controle sobre quem os agentes públicos recebem e quando isso acontece, quais remunerações adicionais esses agentes podem receber de entidades privadas, etc. Nada como transparência para mitigar a corrupção.

Mas nos Estados Unidos uma regulamentação para o lobby considerada muito dura acabou levando alguns lobistas para as sombras novamente, alguns deixaram de se registrar como tal, e por isso tem sido vista inclusive como um retrocesso. Não corremos esse risco?

Esse lobista pode deixar de se registrar, mas se a autoridade tem a obrigação de dizer quem se encontrou, registrado ou não, ficaremos sabendo disso. A regulamentação acaba criando essas obrigações para a autoridade. Claro que eles vão poder descumprir. Vão poder criar outro momento para essa discussão, durante um jantar informal ou jogando golfe, como acontece lá. Mas aí a sociedade civil tem de tentar fiscalizar de alguma forma. Porque, se levarmos ao cabo, esse é um problema de certa forma insolúvel. É difícil imaginar qualquer mudança se as pessoas não tiverem dispostas a cumprir, mas com uma estrutura adequada para que os agentes pautem sua atuação pela ética, damos um grande passo nesse sentido, mesmo sem ter segurança quanto à eficácia absoluta.

A equipe econômica tem trabalhado em uma nova lei de recuperação judicial. Por que isso é importante para o ambiente empresarial do país?

Porque a ideia hoje é de que a empresa não diz respeito apenas aos interesses do empresário. Há uma série de interesses de consumidores, trabalhadores, fornecedores. A ideia é ter um sistema adequado para possibilitar a recuperação das empresas sem prejudicar essas outras partes. A falência deve ser o último recurso. Porém, após alguns anos da nossa lei atual, vimos que algumas soluções não são tão adequadas como pareciam ser. Empresas que não deveriam obter recuperação acabam tendo, o que tem efeitos nocivos para a economia. Já podemos medir o que deu certo e o que não.

Inclusive simplificando a retirada de empresários da operação de empresas em recuperação?

A própria lei já possibilita a sucessão em uma série de circunstâncias. Certamente a discussão sobre a alienação de controle acaba acontecendo parcialmente nesses casos de estabelecimentos, ou entes produtivos, ou pode acontecer na própria circunstância na decretação de falência.

Mas a lógica fora do Brasil é que se retire os empresários e aqui está funcionando um pouco diferente. Somos mais complacentes?

Tenho defendido que em casos de corrupção, por exemplo, haja alienação. Há um impasse quando o dano é muito alto e a empresa vai quebrar. Mas se o controlador dessa empresa ficar, ele vai ser beneficiado de uma multa menor para não quebrar a empresa que ele deixou nessa situação. Deveria haver uma alienação do controle para que esse controlador que agiu de forma errada não tenha nenhum benefício. Temos que ter algum ponto para não salvar o controlador, mas temos que manter a empresa. Não é que seja uma questão simples, mas em situações extraordinárias, tem de ser pensadas alternativas para que as empresas sejam mantidas com outro controlador.

 

 

 


Leia a entrevista na integra no site da Exame

CORREIO BRAZILIENSE: ‘Democracy requires competition’, analyzes lawyer Ana Frazão

'Democracy demands competition', analyzes lawyer Ana Frazão

For her, competitive market is essential to end corruption and secure consumer rights

By Alessandra Alves

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
 
Combating corruption seems to be an objective on the agenda of all Brazilians in recent times. For many, Operation Lava-Jato, which entered the 45th phase last week, is the way to get Brazil back on track. But for jurist Ana Frazão, a specialist in competitive law, the operation is only the tip of the iceberg and is far from a miraculous solution. "If the market remains addicted, the country will only replace the corrupt," he warned. For the former Advisor of the Administrative Council for Economic Defense (Cade), the authority responsible for overseeing corporate abuses, structural corruption is directly related to the disregard of the right to free competition.
 
 
Among the many positive consequences, the appreciation of competitive law results in the strengthening of democracy, the development of the country and the guarantee of consumer rights, the lawyer explains. "It is an excellent mechanism to ensure the functioning of democratic institutions, because it prevents them from being corrupted by economic power," he argues. In people's daily lives, competitive practices bring lower prices, variety of products and innovation, highlighted the specialist, who launched last week the book Competition Law — Assumptions and Perspectives.
 
In a nutshell, Ana Frazão paralleled anticompetitive practices such as cartel formation and problems that insist on spreading across the country, such as poverty, inequality and unemployment. Ensuring free competition is essential both to fulfill the basic needs of society and those of the government, even in relation to structural reforms, highlights. Next, the main excerpts of the interview given to the Mail:
 
How does competitive law have to do with people's daily lives?
I would say that it is a presupposition of democracy, because it prevents democratic institutions from being corrupted by economic power. Both cartel formation and corruption, for example, create an access barrier. Those who do not pay bribes cannot enter certain markets. But if you pay bribes, it already has a much higher cost, which will obviously be passed on, creating a snowball in which the biggest damage is the consumer. Ensuring adequate competitive conditions is what makes it possible for the population to have access to cheaper products and services, with better quality and innovation. In the end, we are talking about a concrete well-being for people. And they've been more interested in the matter.
 
Does this increase in interest have to do with the wave of anti-corruption, for example, the Jet Wash?
I prefer not to hitch one thing to another, because I still think that the problem of corruption in Brazil has been treated in a short-sighted way. People still think the Jet Wash is miraculous. It has numerous positive points, but we will not solve the problem of corruption if we do not change the market institutions. If not, we just go out swapping gangs of crooks for other gangs of crooks. If the market remains addicted and culture remains that of corruption, things will not change overnight. On the one hand, the car wash, in my view, didn't help. I'm afraid until she got in the way, in this sense of exceedingly stimulating an perspective that is a miraculous solution, that we put everyone in jail and solve, when, in fact, we know that the path is much longer, involves much more comprehensive measures.
 
What needs to be done if the goal is really to end corruption?
É fundamental mudarmos as condições concorrenciais dos mercados envolvidos. Há várias formas. Uma que hoje tem se tornado muito falada e eu, particularmente, gosto muito, é o compliance (política de investigações internas e prevenção à fraude). Mas obviamente que isso não é simples, não adianta nada ter um programa de compliance se ele não tem eficácia, se for só para inglês ver. Outro caminho é reforçar a cooperação entre particulares e as autoridades concorrenciais.
 
Pelos acordos de leniência?
Sim. Às vezes, as pessoas não entendem, pensam que a leniência é uma forma de resolver facilmente, como se fosse um benefício para o agente que está requerendo aquilo. Mas, se bem utilizada, ela é fundamental. Por exemplo, a grande dificuldade do cartel é conseguir prova suficiente para dizer que aquilo não é uma mera coincidência de preço, decorreu de um acordo entre concorrentes que queriam determinado tipo de resultado. Aí que entra a política dos acordos de leniência. Gera provas.
 
A crítica costuma ser que as empresas acabam recebendo benefícios, apesar de terem cometido crimes. Muitos controladores continuam à frente da empresa, mesmo depois de confessarem delitos. Isso não é ruim?
O que tem se visto hoje é que, se a gente for cobrar todo o dano que a empresa causou, ela vai quebrar. É por isso que se começa a cogitar de flexibilizar indenização. Mas, se flexibiliza a indenização do controlador, de alguma maneira, ele está se aproveitando do ilícito que ele praticou. A gente acaba beneficiando o controlador que, muitas vezes, foi responsável pelas práticas. Esse é o embate.
 
Como resolver essa situação?
Tirá-lo do comando da empresa me parece a solução, porque protege a empresa como atividade, não ele. A preservação da empresa é importantíssima, mas não se confunde com preservação de controlador. O importante é manter a atividade, os empregos e toda a riqueza que ela gera. Nada impede que se multe compulsoriamente o gestor para assegurar que um novo gestor possa efetivamente implementar as práticas acordadas.
 
Isso tem sido feito?
Não, não tem sido feito, e é um grande problema.
 
Por quê?
Há uma série de razões. Mas o fato de a lei anticorrupção não possibilitar claramente esse tipo de medida gera muitos impasses.
 
Mantê-los no controle é uma opção mais ingênua ou mais preguiçosa?
Talvez as duas coisas. Eu diria que é uma opção conservadora. Acho que essa solução nunca foi apontada porque, no Brasil, muitas vezes, a legislação é excessivamente tolerante com os detentores do poder econômico. É uma discussão que as pessoas preferem evitar.
 
Fala-se muito em reformas. Seria o caso de se fazer uma mudança substantiva também nas leis anticorrupção e que asseguram a livre concorrência?
No âmbito concorrencial, o Cade tem um suporte maior, porque a lei anticoncorrencial diz que ele pode adotar qualquer remédio para restaurar as condições concorrenciais. O que falta, muitas vezes, é estrutura. Já a situação da lei anticorrupção é um pouco mais delicada, é uma legislação que precisa de uma série de reparos.
 
O que poderia ser melhorado?
Acho que uma das questões mais urgentes é a harmonização das competências das diversas entidades envolvidas, principalmente nos acordos de leniência. Esses acordos pressupõem incentivos, e só há incentivos se houver segurança jurídica. Como as partes vão se sentir incentivadas se existem várias autoridades envolvidas? Tem TCU (Tribunal de Contas da União), CGU (Controladoria-Geral da União), AGU (Advocacia-Geral da União) e MP (Ministério Público). Hoje, a empresa faz um acordo com uma e acha que o problema está resolvido, mas vem a outra e fala que não reconhece. Complica-se desnecessariamente.
 
Resolver os problemas concorrenciais é tão importante quanto as outras reformas que o governo tem feito?
Sem dúvida nenhuma. A questão concorrencial é muito sensível. Se não é a mais importante — é até difícil dizer, porque não tem como fazer essa priorização —, certamente é uma das mais.
 
Então, de certa forma, o governo está fechando os olhos tanto para a parte dessa mudanças nas leis, quanto para a parte operacional, ao negar recursos necessários ao Cade?
Acredito que sim. Há situações como ter um conselheiro com um assessor ou dois, como foi o meu caso nos três anos em que fui conselheira. Isso me preocupa, porque o cenário futuro vai exigir grandes investimentos em tecnologia para tudo. Claro que o governo vai dizer que o Brasil está em uma situação horrível, não tem dinheiro para nada. Mas acho que as pessoas ainda não perceberam que a proteção da concorrência é uma questão prioritária.
 
Como o cidadão perceberia os efeitos de uma legislação que funciona?
Quanto mais o mercado valoriza mérito e eficiência, mais os agentes vão se sentir motivados a baixar preços, a investir em qualidade e em inovação. Hoje existe uma discussão muito importante do uso do direito da concorrência para a diminuição da pobreza, porque permite que as camadas mais pobres tenham acesso a produtos. Um mercado pouco competitivo é um estímulo para a corrupção e para a pobreza, porque a tendência é que os preços fiquem mais altos, o que onera exatamente a camada mais pobre, em termos proporcionais. Práticas anticoncorrenciais impedem acesso a mercados, principalmente de pequenos empresários. Quando as empresas têm mais condições de se manter no mercado, certamente há repercussão na geração de empregos.


Confira a entrevista no site do Correio Braziliense

Professor of UnB and PhD in Commercial Law, Ana Frazão, teaches course on contractual practices at ESA/OAB-GO

Cursos com preços acessíveis marcam comemoração do mês do advogado
 
Nesta quinta-feira (24) a Escola Superior da Advocacia (ESA) da Ordem dos Advogados de Goiás (OAB-GO) oferece o curso Joint Ventures Contratuais com a Professora da UnB e doutora em Direito Comercial, Ana Frazão. O valor da inscrição é de R$ 11,00 para advogados e estagiários inscritos na OAB-GO em comemoração ao mês do advogado, para demais estudantes custará R$ 37,50 e R$75,00 para outros profissionais.
 
Prática cada vez mais comum entre empresas, a joint venture é uma forma de cooperação econômica ou estrutural entre duas ou mais empresas podendo ser societária ou contratual. Nas joint ventures contratuais não há a criação de uma pessoa jurídica própria para exercer a empresa comum. “É, portanto, uma parceria entre agentes econômicos, que pode ser operacionalizada ou não pela criação de uma pessoa jurídica. Esse contrato possibilita aos participantes exercerem uma atividade empresarial em conjunto, mantendo cada qual a autonomia e a independência jurídica”, explica a jurista.
 
No curso a professora trará o debate sobre como fica a responsabilidade dessas empresas quando ocorre algum tipo de problema. “É preciso uma reflexão jurídica para evitar que as joint ventures se tornem fáceis instrumentos de exercício de poder empresarial sem as devidas responsabilidades, especialmente diante de direitos difusos tão relevantes”, ressalta Frazão.
 
As incrições para o curso podem ser feitas no site http://www.oabgo.org.br/esa/eventos/goiania/24-08-joint-ventures-contratuais/. A aula será ministrada às 9h no Auditório Eli Alves Forte – Sede OAB – Rua 1121, nº200, Setor Marista, Goiânia – GO.
 
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Latin America's largest intellectual property event debates vertical restrictions on competition on online platforms

Discussion took place on XXXVII ABPI International Intellectual Property Congress in Rio de Janeiro
 
The dynamic reality of the online universe requires an increasingly strong and current debate on the functioning of market competition. A current example on the subject was the recent punishment applied by the European Commission to Google, of 2.42 billion euros, for understanding that the company abuses the dominant position in the search market favoring its own price comparison product. "In this case there are problems of both horizontal and vertical competition, impacting companies that do not compete directly with Google in the search market, but can compete with it in other segments. Is the discussion to what extent is that a legitimate attitude or is that an infringement? To what extent does Google not act as a gateway?", explains doctor in commercial law Ana Frazão.
 
To further deepen this discussion, the jurist participated on Tuesday (22) of the Intellectual Property panel and Vertical Restrictions to Competition in Online Platforms, at the XXXVII International Congress of Intellectual Property. The event promoted by the Brazilian Intellectual Property Association (ABPI) is the largest in Latin America on the subject and brings together about 700 participants, among industry experts, entrepreneurs, magistrates, consultants, lawyers, government authorities, and leaders of international entities such as the American Intellectual Property Association (AIPLA) and the Asociación Interamericana de la Propiedad Intellectual (ASIP).
 
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