Nova coluna no JOTA analisa o inesperado consenso entre Gates, Bengio, Amodei, Altman e Musk sobre os riscos da IA — e por que ele torna a regulação inadiável.
Em dezoito dias, os nomes que mais ganharam com a inteligência artificial admitiram publicamente que a tecnologia se tornou perigosa. Na coluna Constituição, Empresa e Mercado publicada no JOTA em 17 de setembro, Ana Frazão percorre esse giro — do manifesto “We Must Act Now”, assinado por mais de 400 economistas e pesquisadores, à demissão do pesquisador da Anthropic que estima em mais de 10% o risco de extinção da humanidade, até o apelo de Dario Amodei por uma desaceleração coordenada, endossado por Sam Altman e Elon Musk.
A colunista sustenta que a discussão sobre se a IA deve ser regulada está superada: resta definir como. Recorrendo ao argumento de Ezrachi e Stucke em Competition Overdose, mostra que a competição sem regras claras leva os agentes econômicos a criar riscos excessivos e externalidades negativas — exatamente o que se observa hoje no mercado de IA. A autorregulação, além do déficit democrático, esbarra em riscos concorrenciais. Para Ana Frazão, regulações domésticas como o PL 2338 e a cooperação internacional são as únicas alternativas compatíveis com a urgência do tema: “esse não é um mero problema de mercado, mas sim um problema dos Estados e da própria humanidade”.
Para ler na íntegra, acesse: https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/constituicao-empresa-e-mercado/a-urgente-necessidade-de-desaceleracao-dos-avancos-da-ia

